Localizado na freguesia de Alvito, encontra-se o solar de Água de Peixes, um testemunho silencioso da história portuguesa dos séculos XVI. Outrora propriedade da Casa de Bragança e posteriormente dos Duques de Cadaval, o local conserva os vestígios de uma antiga vila que hoje se apresenta em estado de progressivo abandono.
O pelourinho, elemento central deste conjunto histórico, assen…
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Localizado na freguesia de Alvito, encontra-se o solar de Água de Peixes, um testemunho silencioso da história portuguesa dos séculos XVI. Outrora propriedade da Casa de Bragança e posteriormente dos Duques de Cadaval, o local conserva os vestígios de uma antiga vila que hoje se apresenta em estado de progressivo abandono.
O pelourinho, elemento central deste conjunto histórico, assenta sobre um soco de três degraus quadrangulares em pedra calcária, marcados pelo desgaste do tempo. O fuste cilíndrico e liso eleva-se sem capitel, representando um exemplo arquitetónico característico do início do século XVI, quando estes monumentos simbolizavam a autonomia municipal e o poder local.
A construção, erguida em calcário local, integra-se na paisagem alentejana com uma sobriedade que fala da simplicidade construtiva da época. Os degraus gastos e a estrutura desornamentada contam uma história de resistência, onde cada pedra guarda memórias de transformações administrativas e sociais que moldaram este território.
Para o visitante atento, o solar de Água de Peixes oferece um olhar direto sobre as dinâmicas de poder e organização territorial que caracterizaram o Portugal quinhentista.
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