O Palácio Barahona, localizado no Largo Serpa Pinto em Portalegre, é um exemplar notável da arquitetura civil neoclássica do início do século XIX. Construído em 1800 por João Zuzarte Cid, o palácio foi posteriormente adquirido pela família Caldeira Castelo Branco, ganhando o nome do fidalgo Francisco Cordovil Castelo Branco Barahona.
A fachada principal revela pormenores arquitetónico…
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O Palácio Barahona, localizado no Largo Serpa Pinto em Portalegre, é um exemplar notável da arquitetura civil neoclássica do início do século XIX. Construído em 1800 por João Zuzarte Cid, o palácio foi posteriormente adquirido pela família Caldeira Castelo Branco, ganhando o nome do fidalgo Francisco Cordovil Castelo Branco Barahona.
A fachada principal revela pormenores arquitetónicos fascinantes: dois torreões ladeiam o corpo central, coroados por uma platibanda com balaústres. As janelas seguem um padrão cuidadoso, com molduras de arco redondo no piso térreo e janelas superiores coroadas por frontões curvos e angulares. Um brasão seiscentista da família Mattos adiciona um toque histórico à fachada.
Após décadas como residência nobre, o palácio passou por transformações significativas. Nos anos 80 do século XX, foi adquirido pelo Estado português e reabilitado para acolher o Arquivo Distrital de Portalegre, inaugurado em 1993. O seu jardim, que se estende até próximo do castelo local, mantém a ligação com a malha urbana medieval e renascentista da cidade.
A escadaria interior, com quatro lanços e um lanternim (abertura na cumeeira para a entrada de luz natural e promover ventilação), destaca-se pela sua arquitetura elaborada, incluindo nichos com esculturas que representam um Guerreiro e a Abundância.
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