A Sinagoga de Tomar, localizada no centro histórico da cidade, é o único templo judaico medieval preservado em Portugal. Construída em meados do século XV durante o florescimento da comunidade judaica local, o edifício testemunha a importância social e económica desta comunidade na época.
O espaço interior desenvolve-se numa planta quadrada, dividida em três naves sustentadas por quat…
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A Sinagoga de Tomar, localizada no centro histórico da cidade, é o único templo judaico medieval preservado em Portugal. Construída em meados do século XV durante o florescimento da comunidade judaica local, o edifício testemunha a importância social e económica desta comunidade na época.
O espaço interior desenvolve-se numa planta quadrada, dividida em três naves sustentadas por quatro colunas elegantes. Cada elemento arquitetónico transporta simbolismo profundo: as doze mísulas representam as tribos de Israel, enquanto as quatro colunas evocam as matriarcas bíblicas – Sara, Rebeca, Lea e Raquel.
Pormenores técnicos revelam engenhosidade: oito bilhas de barro embutidas nas paredes melhoram a acústica, e a porta principal, voltada a nascente, segue tradições arquitetónicas sefarditas. Uma sala anexa, descoberta durante escavações, albergava o mikvah, o banho ritual de purificação.
A história do edifício é marcada por transformações: após o édito de expulsão dos judeus em 1496, serviu como cadeia, ermida cristã e posteriormente como armazém. Em 1923, Samuel Schwarz, um engenheiro judeu polaco, adquiriu e recuperou o espaço, doando-o ao Estado para criar o Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto.
Hoje, o museu preserva lápides, objetos rituais e documentos que contam a rica história judaica portuguesa.
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