Igreja de Santana (paroquial da Pena)
Eça de Queirós — A Relíquia
Havia dias em que, sem repousar, correndo pelas ruas, esbaforido, eu ia à missa das sete em Santana, e à missa das nove da Igreja de S. José, e à missa do meio-dia na ermida da Oliveirinha. Descansava um instante a uma esquina, de ripanço debaixo do braço, chupando à pressa o cigarro; depois voava ao Santíssimo exposto na paroquial de Santa Engrácia, à devoção do terço no Convento de Santa Joana, …
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Additional Excerpts
E ia pensando na Adélia e no Sr. Adelino… Enroscados na alcova, beijando-se furiosamente, estavam-me talvez chamando «carola», enquanto eu passeava ali, nos retiros da Escritura! Áquela hora a titi, de mantelete preto, com o seu ripanço, saía para a missa de Santana: os criados do Montanha, esguedelhados, assobiando, escovavam o pano dos bilhares: e o dr. Margaride, à janela, na Praça da Figueira, pondo os óculos, abria o «Diário de Notícias». Ó minha doce Lisboa!
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