As minas romanas de Tresminas, localizadas na serra da Pardela, em Vila Pouca de Aguiar, constituem um dos mais importantes complexos de exploração mineira do antigo Império Romano. Situadas a cerca de 840 metros de altitude, estas minas especializaram-se na extração de ouro, prata e chumbo durante os séculos I e II.
O complexo mineiro desenvolvia-se através de três locais principais …
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As minas romanas de Tresminas, localizadas na serra da Pardela, em Vila Pouca de Aguiar, constituem um dos mais importantes complexos de exploração mineira do antigo Império Romano. Situadas a cerca de 840 metros de altitude, estas minas especializaram-se na extração de ouro, prata e chumbo durante os séculos I e II.
O complexo mineiro desenvolvia-se através de três locais principais de extração: a Corta de Covas, a Corta da Ribeirinha e a Corta dos Laginhos. Os romanos utilizavam técnicas sofisticadas de mineração a céu aberto, escavando trincheiras profundas que podiam atingir 120 metros de profundidade.
A exploração exigia um complexo sistema de gestão de água, com aquedutos que transportavam água do rio Tinhela e do ribeiro de Fraga. Galerias subterrâneas, como a Galeria do Pilar com 300 metros, permitiam o transporte de minério em carros puxados por bois, evidenciados pelos sulcos profundos no chão.
Além das áreas de extração, o local incluía zonas residenciais, um possível anfiteatro, áreas de preparação de minério e um depósito de água semicircular. Os artefactos encontrados, incluindo cerâmica e moedas do primeiro terço do século I, oferecem insights sobre a vida quotidiana dos mineiros romanos.
Hoje, Tresminas representa um exemplo excecional da engenharia e organização mineira romana na Península Ibé
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