O Sanatório Sousa Martins, localizado na Guarda, representa um marco significativo na história da medicina portuguesa do início do século XX. Projetado pelo arquiteto Raul Lino em 1907, foi o primeiro complexo hospitalar especificamente concebido para o tratamento da tuberculose, uma doença que assolava o país naquela época.
O complexo arquitetónico original compreendia três pavilhões…
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O Sanatório Sousa Martins, localizado na Guarda, representa um marco significativo na história da medicina portuguesa do início do século XX. Projetado pelo arquiteto Raul Lino em 1907, foi o primeiro complexo hospitalar especificamente concebido para o tratamento da tuberculose, uma doença que assolava o país naquela época.
O complexo arquitetónico original compreendia três pavilhões de internamento, cada um com características distintas e capacidade para acolher doentes de diferentes classes sociais. Os pavilhões Lopo de Carvalho, D. António de Lencastre e D. Amélia ofereciam espaços amplos, com varandas que permitiam a entrada de luz e ar, seguindo os princípios médicos da altura sobre recuperação e higiene.
Entre 1950 e 1955, o sanatório foi expandido, com a construção de um novo pavilhão de assistência e uma câmara de formol. Em 1974, cessou a sua função original e foi transformado no Hospital da Guarda. Atualmente, existe o projeto de instalar no local o Museu Nacional de Saúde, preservando a memória deste importante espaço de tratamento médico.
Os espaços interiores revelam pormenores fascinantes: salas de jogos, bibliotecas, espaços de convívio e consultórios, que testemunham a abordagem holística ao tratamento da tuberculose no início do século XX.
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