Na zona histórica da Guarda, junto ao adro da igreja de S. Vicente, encontra-se um edifício de granito que alberga uma janela quinhentista de rara beleza. Datada provavelmente do reinado de D. João III, a janela manuelina-renascentista destaca-se pela sua complexa decoração e pormenores arquitetónicos únicos.
A janela, classificada como monumento de interesse público em 2013, apresent…
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Na zona histórica da Guarda, junto ao adro da igreja de S. Vicente, encontra-se um edifício de granito que alberga uma janela quinhentista de rara beleza. Datada provavelmente do reinado de D. João III, a janela manuelina-renascentista destaca-se pela sua complexa decoração e pormenores arquitetónicos únicos.
A janela, classificada como monumento de interesse público em 2013, apresenta uma moldura em meia-cana com arco trilobado, ornamentada com motivos renascentistas elaborados. No peitoril, um medalhão central sustentado por grifos alados complementa a decoração, onde se podem observar candelabros, putti, mascarões, aves, flores de lis, sereias e peixes.
Associada a uma lenda local sobre o assassinato do Bispo D. Álvaro de Chaves, a janela integra-se no contexto arquitetónico da terceira Sé da Guarda, cujo estaleiro esteve ativo entre finais do século XIV e meados do século XVI. Os seus pormenores decorativos sugerem possíveis ligações à Capela dos Pinas, revelando a complexidade artística da época.
Situada na antiga Rua Direita do burgo medieval, a janela constitui um elemento singular que permite aos visitantes compreender a riqueza estética e histórica da arquitetura quinhentista portuguesa.
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