A igreja matriz de Sezures, localizada numa área delimitada por um muro, apresenta uma fachada singular com remate contracurvado e torre sineira lateral. Embora a data exacta da sua construção inicial seja desconhecida, sabe-se que a Irmandade foi instituída em 1704, período em que o templo já estaria concluído. O ano de 1822, inscrito no portal principal, assinala uma importante campanha de ob…
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A igreja matriz de Sezures, localizada numa área delimitada por um muro, apresenta uma fachada singular com remate contracurvado e torre sineira lateral. Embora a data exacta da sua construção inicial seja desconhecida, sabe-se que a Irmandade foi instituída em 1704, período em que o templo já estaria concluído. O ano de 1822, inscrito no portal principal, assinala uma importante campanha de obras que incluiu a reedificação da fachada e possível ampliação do espaço interior.
Arquitetonicamente, destaca-se pela fachada com pilastras nos cunhais, prolongadas por pináculos imponentes. O portal principal, em arco abatido, é encimado por frontão triangular curvo, ladeado por uma janela de iluminação do coro com moldura em cantaria. A torre sineira, assente sobre uma estrutura com arco de volta perfeita, completa a composição.
No interior, a igreja desenvolve-se em nave única, com coro alto, altar colateral e dois altares laterais em talha policromada. A capela-mor, com retábulo dourado em 1716 por Baltasar Pinto da Mota e Francisco de Almeida Tavares, possui um teto de caixotões com representações de santos, renovado em 1980.
Mais do que um espaço religioso, a igreja constitui um marco arquitetónico significativo para a comunidade de Sezures, testemunhando práticas construtivas e artísticas de diferentes períodos históricos.
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