No vale do rio Távora, o Serro de Santo Aleixo é um testemunho eloquente da arquitetura rural tradicional da região de Trás-os-Montes. Implantado a meia encosta da montanha de Barcos, o conjunto arquitetónico compreende dois núcleos principais: a Quinta do Serro e os Armazéns do Monte Travesso, datados provavelmente do século XVIII, período de expansão vitícola na região.
Os edifícios…
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No vale do rio Távora, o Serro de Santo Aleixo é um testemunho eloquente da arquitetura rural tradicional da região de Trás-os-Montes. Implantado a meia encosta da montanha de Barcos, o conjunto arquitetónico compreende dois núcleos principais: a Quinta do Serro e os Armazéns do Monte Travesso, datados provavelmente do século XVIII, período de expansão vitícola na região.
Os edifícios, construídos com técnicas construtivas locais, combinam granito e xisto numa expressão arquitetónica quase intemporal. Os armazéns, organizados em dois pisos, incluem espaços para produção vinícola: quatro lagares em pedra e áreas de armazenamento com poiais para pipas. A casa do senhorio, hoje parcialmente arruinada, conserva vestígios de paredes em taipa e tetos em madeira, elementos característicos da arquitetura vernacular.
O local ganhou particular relevância cultural ao servir de cenário para um conto de Abel Botelho, 'o Serro', e manter ligações históricas com famílias ilustres da região. A paisagem envolvente, marcada pelos socalcos e pela topografia acidentada, complementa a narrativa arquitetónica deste espaço, oferecendo um olhar íntimo sobre as práticas agrícolas e construtivas tradicionais do interior português.
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