Idanha-a-Velha, antiga Egitânia romana, revela camadas de história impressionantes numa paisagem da Beira Interior. Fundada por volta de 16 a.C., a cidade começou como um pequeno povoado céltico sob administração romana, localizada numa área fértil próxima ao rio Ponsul.
Durante o período romano, a cidade desenvolveu-se como centro administrativo da civitas Igaeditanorum, atingindo o …
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Idanha-a-Velha, antiga Egitânia romana, revela camadas de história impressionantes numa paisagem da Beira Interior. Fundada por volta de 16 a.C., a cidade começou como um pequeno povoado céltico sob administração romana, localizada numa área fértil próxima ao rio Ponsul.
Durante o período romano, a cidade desenvolveu-se como centro administrativo da civitas Igaeditanorum, atingindo o auge no período flaviano. Uma via romana importante ligava Emerita Augusta a Bracara Augusta atravessando o local, potenciando o seu desenvolvimento económico e estratégico.
Os vestígios arqueológicos mostram uma evolução urbana complexa: muralhas defensivas do século IV construídas com materiais reutilizados, uma catedral paleocristã do século VI e uma torre templária erguida sobre as ruínas de um antigo templo romano. O forum, centro cívico e religioso, ocupava um dos pontos mais elevados da povoação.
Após as invasões muçulmanas em 713, a cidade perdeu importância. No século XII, integrou-se nos domínios cristãos, sendo doada aos Templários por D. Afonso Henriques. Apesar do declínio, manteve-se como sede episcopal até o bispado ser transferido para a Guarda em 1203.
Hoje, Idanha-a-Velha conserva um conjunto monumental único que permite aos visitantes percorrer mais de dois mil anos de história portuguesa.
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