O Real Mosteiro de São João de Tarouca, situado na encosta da serra de Leomil, sobre o vale do rio Varosa, é o primeiro mosteiro cisterciense em Portugal, fundado por volta de 1140. Nascido durante o reinado de D. Afonso Henriques, o mosteiro foi construído em tempo recorde, com a primeira pedra lançada em 1152 e a igreja dedicada em 1169.
A igreja apresenta uma arquitetura única, com…
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O Real Mosteiro de São João de Tarouca, situado na encosta da serra de Leomil, sobre o vale do rio Varosa, é o primeiro mosteiro cisterciense em Portugal, fundado por volta de 1140. Nascido durante o reinado de D. Afonso Henriques, o mosteiro foi construído em tempo recorde, com a primeira pedra lançada em 1152 e a igreja dedicada em 1169.
A igreja apresenta uma arquitetura única, combinando elementos românicos, góticos e maneiristas. A planta cruciforme, com três naves escalonadas, revela a influência da escola cisterciense borgonhesa, caracterizada pela simplicidade estrutural e ausência de decoração excessiva. As abóbadas de berço quebrado e os contrafortes reforçam a unidade arquitetónica.
No interior, destacam-se o cadeiral dos monges em talha dourada, os retábulos de pintura sobre madeira atribuídos a Gaspar Vaz e os azulejos historiados na sacristia. O mausoléu gótico de D. Pedro Afonso, filho de D. Dinis, testemunha a importância histórica do local.
Ao longo dos séculos XVII e XVIII, o mosteiro sofreu significativas transformações, com a adição de um portal maneirista, janelões barrocos e a renovação do claustro. Após a extinção das ordens religiosas em 1834, grande parte do complexo foi demolida, restando a igreja e algumas estruturas monásticas.
Hoje, o Mosteiro de São João de Tarouca é um
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