A Igreja da Misericórdia de Salvaterra do Extremo, situada no coração da vila raiana, conta a história da assistência social portuguesa nos primórdios do século XVI. Fundada por volta de 1505, poucos anos após a primeira irmandade da Misericórdia em Lisboa, a igreja nasceu do movimento de solidariedade iniciado pela rainha D. Leonor para apoiar pobres e doentes.
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A Igreja da Misericórdia de Salvaterra do Extremo, situada no coração da vila raiana, conta a história da assistência social portuguesa nos primórdios do século XVI. Fundada por volta de 1505, poucos anos após a primeira irmandade da Misericórdia em Lisboa, a igreja nasceu do movimento de solidariedade iniciado pela rainha D. Leonor para apoiar pobres e doentes.
A arquitectura revela a simplicidade das construções religiosas da época. A fachada principal, desprovida de ornamentação excessiva, apresenta um portal de volta perfeita ladeado por pilastras jónicas, coroado por uma cruz. O interior desenvolve-se em nave única, articulando capela-mor, sacristia e coro-alto, sustentado por pilares toscanos.
Elementos distintivos incluem o retábulo de madeira pintada com representação do Calvário e a bandeira da irmandade do século XVII, guardada na capela-mor. A igreja manteve-se próxima do hospital local, que assistia os habitantes do então concelho de Salvaterra da Beira, até a extinção administrativa em 1855.
Hoje, o edifício permanece como registo arquitectónico e memorial de um período crucial na organização social portuguesa, testemunhando as estratégias comunitárias de protecção dos mais vulneráveis.
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