No centro de Canelas, o Solar dos Silveiras conta a história de uma família que marcou profundamente a região durante as Invasões Francesas. Construída no século XVIII, a casa assinala o legado de Francisco da Silveira Pinto da Fonseca, militar distinguido que recebeu o título de Visconde de Amarante em 1811 por sua coragem na defesa local.
A arquitetura barroca revela-se num imponent…
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No centro de Canelas, o Solar dos Silveiras conta a história de uma família que marcou profundamente a região durante as Invasões Francesas. Construída no século XVIII, a casa assinala o legado de Francisco da Silveira Pinto da Fonseca, militar distinguido que recebeu o título de Visconde de Amarante em 1811 por sua coragem na defesa local.
A arquitetura barroca revela-se num imponente edifício de planta em L, com pormenores neoclássicos que sugerem intervenções posteriores. O portão principal, em arco abatido, é emoldurado por pilastras que sustentam um largo entablamento e um frontão triangular. No centro, destaca-se o brasão familiar, reunindo as armas dos Silveiras, Teixeiras, Pereiras e Pintos.
A fachada poente, de piso único, apresenta seis janelas e uma porta central, rematadas por frontão de volutas interrompido. O alçado posterior desenvolve-se em três pisos, com sete vãos simétricos unidos por molduras de granito e os vãos superiores coroados por frontões triangulares.
Localizada na rua da Cadeia, a casa preserva a memória de um período crucial da história portuguesa, testemunhando a importância de uma família que contribuiu significativamente para a resistência nacional.
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