O Castro de Palheiros, situado na região transmontana, é um sítio arqueológico que regista uma ocupação humana contínua desde o Calcolítico (cerca de 2900-2300 a.C.) até à época romana.
Implantado no topo de um morro quartzítico com 2,5 hectares, o povoado apresenta um complexo sistema defensivo composto por duas linhas de muralhas construídas em pedra solta e taludes. Os arqueólogos …
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O Castro de Palheiros, situado na região transmontana, é um sítio arqueológico que regista uma ocupação humana contínua desde o Calcolítico (cerca de 2900-2300 a.C.) até à época romana.
Implantado no topo de um morro quartzítico com 2,5 hectares, o povoado apresenta um complexo sistema defensivo composto por duas linhas de muralhas construídas em pedra solta e taludes. Os arqueólogos identificaram três fases distintas de ocupação: o Castro I (período calcolítico), o Castro II (Idade do Ferro) e o Castro III (Idade do Bronze).
Durante a Idade do Ferro, entre o 5º século a.C. e o final do século I d.C., o local funcionou como um importante centro político e religioso, albergando um povoado indígena com estruturas habitacionais complexas. Na plataforma inferior foram descobertas lareiras, estruturas circulares de pedra e vestígios de ocupação doméstica intensa.
Os achados arqueológicos incluem artefactos líticos, peças de cobre, fragmentos de cerâmica manual e decorativa, com destaque para a cerâmica campaniforme. Um futuro Centro Interpretativo permitirá aos visitantes compreender a rica história deste local único no norte de Portugal.
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