Na povoação de Malhadas, no nordeste transmontano, encontra-se um cruzeiro medieval que assinala um antigo caminho de ligação entre Bragança, Miranda do Douro e o Páramo Leonês. Construído em granito local, o monumento apresenta uma base tronco-piramidal com pormenores gravados que contam histórias silenciosas.
A estrutura simples revela marcas de diferentes períodos históricos. Na ba…
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Na povoação de Malhadas, no nordeste transmontano, encontra-se um cruzeiro medieval que assinala um antigo caminho de ligação entre Bragança, Miranda do Douro e o Páramo Leonês. Construído em granito local, o monumento apresenta uma base tronco-piramidal com pormenores gravados que contam histórias silenciosas.
A estrutura simples revela marcas de diferentes períodos históricos. Na base, uma cruz latina de pontas patadas surge ladeada por quatro pequenos círculos. Nas faces laterais, figuras enigmáticas - uma das quais parece representar um touro - sugerem possíveis referências aos evangelistas, hoje quase indecifráveis.
O fuste curto termina numa cruz facetada, com braços de igual dimensão, seguindo o modelo da cruz grega. Uma inscrição irregular de 1850 marca uma intervenção posterior, possivelmente associada à renovação da igreja matriz local.
Classificado como património nacional, o cruzeiro documenta práticas de devoção medieval ligadas às viagens, quando estes monumentos assinalavam percursos e ofereciam proteção espiritual aos viajantes. A sua localização num afloramento granítico e a rudeza do trabalho em pedra testemunham a simplicidade construtiva característica da região transmontana.
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