No meio de um largo histórico, o chafariz de Santiago conta uma história rica de transformações urbanas e arquitetónicas. Construído originalmente em 1623 como uma fonte simples junto à rua dos Pelames, o monumento sofreu uma profunda renovação em 1745 por ordem do arcebispo D. José de Bragança.
O chafariz atual apresenta uma estrutura barroca complexa, assente num tanque quadrado e e…
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No meio de um largo histórico, o chafariz de Santiago conta uma história rica de transformações urbanas e arquitetónicas. Construído originalmente em 1623 como uma fonte simples junto à rua dos Pelames, o monumento sofreu uma profunda renovação em 1745 por ordem do arcebispo D. José de Bragança.
O chafariz atual apresenta uma estrutura barroca complexa, assente num tanque quadrado e elevado por degraus que o destacam no espaço central. A sua composição inclui elementos decorativos elaborados: na base, quatro taças em forma de concha; nos cantos, carrancas que outrora lançavam água pelas suas bocas através de canos de cobre.
O elemento central é um obelisco que se afunila desde uma base quadrada até ao topo, onde uma esfera sustenta uma cruz arcebispal dobrada. Esta configuração arquitetónica revela a importância simbólica e funcional dos chafarizes no século XVIII, que serviam simultaneamente como pontos de abastecimento de água e marcos urbanos.
Em 1888, durante a presidência do Conselheiro Lobato, o chafariz foi reposicionado para o centro do largo, numa intervenção que custou 220$000 reis, marcando mais uma etapa na sua história de adaptações e transformações.
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