A Igreja de Rio Mau, localizada no Alto Minho, é um exemplar notável da arquitectura românica portuguesa do século XII. Construída originalmente como mosteiro dedicado a São Cristóvão, o templo revela duas fases distintas de construção, com a cabeceira datada de 1151 e a nave concluída no século XIII.
A arquitectura combina elementos românicos com influências galaicas, destacando-se p…
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A Igreja de Rio Mau, localizada no Alto Minho, é um exemplar notável da arquitectura românica portuguesa do século XII. Construída originalmente como mosteiro dedicado a São Cristóvão, o templo revela duas fases distintas de construção, com a cabeceira datada de 1151 e a nave concluída no século XIII.
A arquitectura combina elementos românicos com influências galaicas, destacando-se pela qualidade escultórica dos seus capitéis. O portal principal apresenta três arquivoltas decoradas com entrançados, assentes em seis colunelos esculpidos. No tímpano, uma cena única retrata Santo Agostinho ladeado por diáconos, com símbolos do Sol e da Lua.
Os capitéis da cabeceira constituem um programa iconográfico complexo e enigmático, com representações que intrigam os investigadores. No portal Norte encontra-se a única cena de luta representada num tímpano românico português, com um grifo e um dragão.
O interior combina elementos distintos: a nave tem teto de madeira curva e sete frestas, enquanto a cabeceira apresenta abóbada de berço com vestígios de decoração vegetalista. Após a extinção do mosteiro em 1443 e um restauro nos anos 60 do século XX, a igreja mantém a sua integridade arquitetónica original.
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