Em Vila do Conde, junto ao rio Ave, encontra-se um edifício histórico que conta a história da indústria do bacalhau. Construído em meados do século XX, este armazém é o último vestígio de um núcleo dedicado à secagem do peixe, um trabalho árduo tradicionalmente realizado por mulheres.
O edifício, de planta retangular e dois pisos, conserva ainda os elementos que marcam a sua função or…
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Em Vila do Conde, junto ao rio Ave, encontra-se um edifício histórico que conta a história da indústria do bacalhau. Construído em meados do século XX, este armazém é o último vestígio de um núcleo dedicado à secagem do peixe, um trabalho árduo tradicionalmente realizado por mulheres.
O edifício, de planta retangular e dois pisos, conserva ainda os elementos que marcam a sua função original. Nas proximidades, mantêm-se os esteios das antigas 'mesas' onde o bacalhau era estendido para secar ao sol e ao ar livre. A fachada virada ao rio apresenta um mural impressionante que retrata o trabalho feminino, com uma inscrição poética: 'Este foi o mar das mulheres / Aqui se glorificaram / E aqui naufragaram'.
O processo de preparação do bacalhau era complexo e exaustivo: descarregar, lavar em tanques, salgar e estender diariamente o peixe, recolhendo-o ao final da tarde. Localizado a cerca de 500 metros da barra, o edifício integra uma paisagem histórica que inclui o Forte de São João Baptista e a Capela de Nossa Senhora da Guia.
Atualmente, apesar do estado de degradação, existe um projeto de recuperação que promete preservar esta memória importante da cultura piscatória local.
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