O Castelo de Castelo Bom ergue-se num outeiro rochoso sobre o rio Côa, numa posição estratégica que marca a fronteira histórica entre Portugal e o reino de Leão. As suas origens recuam à Idade do Bronze, com vestígios arqueológicos que atestam uma ocupação humana contínua.
Durante a Reconquista, o castelo assumiu um papel crucial na definição territorial. Em 1282, D. Dinis conquistou …
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O Castelo de Castelo Bom ergue-se num outeiro rochoso sobre o rio Côa, numa posição estratégica que marca a fronteira histórica entre Portugal e o reino de Leão. As suas origens recuam à Idade do Bronze, com vestígios arqueológicos que atestam uma ocupação humana contínua.
Durante a Reconquista, o castelo assumiu um papel crucial na definição territorial. Em 1282, D. Dinis conquistou a povoação e reforçou as suas defesas, outorgando-lhe foral. O Tratado de Alcanices, em 1297, fixou definitivamente Castelo Bom como território português.
A sua arquitetura revela uma adaptação orgânica ao terreno, com muralhas irregulares em granito, uma porta em arco quebrado e uma torre de menagem quadrangular hoje arruinada. No sector sul, destacam-se a cisterna - o Poço d'El-Rei - e um paiol circular.
Ao longo dos séculos, o castelo sofreu transformações e degradações. Durante a Guerra da Restauração serviu como importante posto militar, e nas Guerras Peninsulares foi invadido e destruído pelas tropas napoleónicas.
Atualmente, os visitantes podem observar os panos de muralha, a Porta da Vila, ruínas de torre, pedra de armas, cisterna e poços, testemunhos de uma história secular de resistência e identidade fronteiriça.
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