O pelourinho de Muxagata, localizado num largo central inclinado, conta a história administrativa de uma povoação com raízes no século X. Construído em granito, o monumento revela pormenores arquitetónicos complexos que refletem práticas judiciais municipais do período manuelino.
A estrutura assenta num soco octogonal de sete degraus, dos quais apenas quatro são visíveis no nível supe…
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O pelourinho de Muxagata, localizado num largo central inclinado, conta a história administrativa de uma povoação com raízes no século X. Construído em granito, o monumento revela pormenores arquitetónicos complexos que refletem práticas judiciais municipais do período manuelino.
A estrutura assenta num soco octogonal de sete degraus, dos quais apenas quatro são visíveis no nível superior. A coluna, também oitavada, sustenta um capitel decorado com elementos geométricos e uma gaiola piramidal. No topo, uma esfera armilar com cruz em ferro coroa o conjunto.
O pelourinho, provavelmente edificado após o foral de 1519, integra características comuns a outros monumentos similares da região da Beira Alta, como os de Trancoso e Castelo Rodrigo. A sua forma evoca simbolicamente os antigos locais de exposição pública de condenados, representando o poder judicial local.
A peça destaca-se pela sua complexidade formal: oito colunelos cilíndricos rodeiam um colunelo central liso, rematados por pequenos pináculos torneados. Estes pormenores transformam o pelourinho num elemento arquitetónico que vai além da sua função original, constituindo um registo histórico da organização administrativa local nos séculos XV e XVI.
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