No coração de Idanha-a-Velha, uma aldeia quase desabitada com profundas raízes romanas, destaca-se o pelourinho manuelino, símbolo silencioso de uma ambição régia de povoamento. Construído durante o reinado de D. Manuel I no início do século XVI, este marco histórico ergue-se no Largo da Igreja, testemunhando as tentativas do monarca de revitalizar este território.
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No coração de Idanha-a-Velha, uma aldeia quase desabitada com profundas raízes romanas, destaca-se o pelourinho manuelino, símbolo silencioso de uma ambição régia de povoamento. Construído durante o reinado de D. Manuel I no início do século XVI, este marco histórico ergue-se no Largo da Igreja, testemunhando as tentativas do monarca de revitalizar este território.
A estrutura assenta numa plataforma circular de três degraus, com base quadrada decorada por rosetas nos cantos chanfrados. O fuste oitavado sustenta um capitel redondo, onde se inscrevem elementos simbólicos da época: a esfera armilar, as armas reais e a Cruz de Cristo. Uma grimpa de ferro em cruz coroa o conjunto, preservando vestígios dos antigos ferros de sujeição.
Apesar dos esforços de D. Manuel I em dotar Idanha-a-Velha de novo impulso municipal através de um foral em 1510, a aldeia não recuperou o fulgor da época romana. Longe da antiga via da Prata que ligava Mérida a Braga, o pelourinho permanece como registo arquitetónico de um projeto de repovoamento que não chegou a concretizar-se.
Em 1879, o município foi extinto, passando a integrar o concelho de Idanha-a-Nova, mas o pelourinho continua a contar a história de uma comunidade que resistiu ao tempo.
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