No coração da antiga vila de Freixo de Numão, um pelourinho setecentista conta a história de uma comunidade marcada por transformações políticas e culturais. Construído em 1793, o monumento surge numa praça central, próximo da igreja matriz e da Casa da Câmara, sobre uma plataforma circular de três degraus.
A coluna cilíndrica revela pormenores fascinantes: um lado mostra uma árvore e…
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No coração da antiga vila de Freixo de Numão, um pelourinho setecentista conta a história de uma comunidade marcada por transformações políticas e culturais. Construído em 1793, o monumento surge numa praça central, próximo da igreja matriz e da Casa da Câmara, sobre uma plataforma circular de três degraus.
A coluna cilíndrica revela pormenores fascinantes: um lado mostra uma árvore estilizada com sete ramos, possivelmente uma referência ao nome da localidade e à tradição local de um freixo ancestral que ali existiu. No outro lado, um castelo surge com a inscrição 'FREIXO DE NVMAN 1793', rodeado de motivos vegetalistas.
O remate superior é um bloco decorado com brasões régios e concelhios, coroado por uma coroa real fechada. Os elementos heráldicos representam as armas de D. Maria I, num período em que Freixo se tornara cabeça de concelho por decisão de D. João V.
A peça integra subtis referências à história local, nomeadamente à presença de uma significativa comunidade judaica medieval, sugerida simbolicamente pelos sete ramos da árvore, que recordam a Menorah.
Hoje, o pelourinho permanece como testemunho silencioso das mudanças administrativas e culturais de Freixo, hoje freguesia de Vila Nova de Foz Côa.
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