No coração de Vila Nova de Foz Côa, o pelourinho de Touça é um marco silencioso da história local. Construído em granito, este monumento de cerca de dois metros e meio de altura testemunha os antigos sistemas de administração judicial portuguesa.
A estrutura assenta numa base octogonal de dois degraus, com uma coluna também de secção octogonal. No topo, uma pirâmide sustenta uma esfer…
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No coração de Vila Nova de Foz Côa, o pelourinho de Touça é um marco silencioso da história local. Construído em granito, este monumento de cerca de dois metros e meio de altura testemunha os antigos sistemas de administração judicial portuguesa.
A estrutura assenta numa base octogonal de dois degraus, com uma coluna também de secção octogonal. No topo, uma pirâmide sustenta uma esfera granítica, elementos que revelam a simplicidade e funcionalidade da arquitetura quinhentista. O pelourinho simbolizava a autonomia judicial de Touça, mesmo quando a localidade não obteve foral próprio durante o reinado de D. Dinis.
A região, marcada pelos vales profundos do rio Côa e socalcos de vinhedos, integra duas zonas classificadas como Património Mundial da UNESCO: o Vale do Douro e as Gravuras Rupestres do Vale do Côa. Embora os vestígios arqueológicos sejam escassos, identificaram-se presenças romanas no local, nomeadamente no Vale das Mós.
Restaurado em meados do século XX, o pelourinho permanece como elemento central da memória histórica de Touça, um testemunho discreto mas eloquente das dinâmicas administrativas e sociais de uma comunidade rural portuguesa.
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