No coração do Alentejo, próximo de Reguengos de Monsaraz, o conjunto megalítico do Olival da Pega revela uma complexa necrópole pré-histórica datada entre 3500 e 3000 a.C. Composto por duas antas principais e estruturas de Tholoi, este local arqueológico oferece um olhar profundo sobre as comunidades do período calcolítico.
As duas antas, designadas Anta 1 e Anta 2, albergaram os rest…
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No coração do Alentejo, próximo de Reguengos de Monsaraz, o conjunto megalítico do Olival da Pega revela uma complexa necrópole pré-histórica datada entre 3500 e 3000 a.C. Composto por duas antas principais e estruturas de Tholoi, este local arqueológico oferece um olhar profundo sobre as comunidades do período calcolítico.
As duas antas, designadas Anta 1 e Anta 2, albergaram os restos mortais de cerca de 140 e 118 pessoas, respetivamente. O espólio encontrado é particularmente rico: 134 placas de xisto decoradas e 200 vasos cerâmicos documentam práticas funerárias complexas e rituais sofisticados.
Entre os achados mais interessantes estão as placas de xisto com representações geométricas e possíveis figurações da 'Deusa-Mãe', algumas com olhos em forma de sol, sugerindo cultos relacionados com fertilidade e natureza. As escavações, iniciadas em 1985 pela equipa da UNIARQ, revelaram um complexo funerário que ultrapassa a simples estrutura megalítica visível.
Localizado a 14 km de Reguengos de Monsaraz, junto à ribeira da Pega, este sítio arqueológico permite compreender as dinâmicas sociais e culturais das primeiras comunidades agrícolas do território português.
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