Na Serra do Cabeço Rainho, a cerca de 830 metros de altitude, encontra-se a Estação de Arte Rupestre da Lageira, um sítio arqueológico único no concelho da Sertã. Esta rocha de xisto, com aproximadamente 12 metros quadrados, guarda gravuras ancestrais que datam do Neolítico Final e da Idade do Bronze.
As insculturações, criadas através de técnicas de picotagem, revelam uma linguagem v…
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Na Serra do Cabeço Rainho, a cerca de 830 metros de altitude, encontra-se a Estação de Arte Rupestre da Lageira, um sítio arqueológico único no concelho da Sertã. Esta rocha de xisto, com aproximadamente 12 metros quadrados, guarda gravuras ancestrais que datam do Neolítico Final e da Idade do Bronze.
As insculturações, criadas através de técnicas de picotagem, revelam uma linguagem visual complexa e fascinante. Espirais, círculos, meandros e elementos serpentiformes cobrem a superfície rochosa, intercalados com possíveis representações antropomórficas. Cada marca na pedra conta uma história silenciosa das comunidades pré-históricas que habitavam esta região.
Localizada numa zona com poucos vestígios de arte rupestre, a Lageira assume particular importância arqueológica. A sua posição estratégica a meia-encosta sugere uma demarcação territorial, integrando-se no círculo da arte galaico-portuguesa, com influências da arte rupestre do Vale do Tejo.
Classificada como Sítio de Interesse Público desde 2014, a estação pode ser visitada mediante contacto prévio com o município da Sertã ou o Centro de Interpretação de Arte Rupestre. As coordenadas GPS N 39º 50'35.16' W 7º 56'49.91' permitem localizar este portal para o passado remoto.
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