Mesmo no centro da antiga sede administrativa do Couto de Baixo, hoje freguesia de Viseu, encontra-se um pelourinho quinhentista que conta a história local com cada pormenor arquitetónico. Construído em granito, o monumento assenta sobre um elemento singular: um antigo peso de lagar tronco-cónico com cerca de 70 cm de altura, substituindo os degraus originais.
A coluna cilíndrica e li…
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Mesmo no centro da antiga sede administrativa do Couto de Baixo, hoje freguesia de Viseu, encontra-se um pelourinho quinhentista que conta a história local com cada pormenor arquitetónico. Construído em granito, o monumento assenta sobre um elemento singular: um antigo peso de lagar tronco-cónico com cerca de 70 cm de altura, substituindo os degraus originais.
A coluna cilíndrica e lisa eleva-se com uma secção ligeiramente mais ampla no topo, suportando um remate prismático decorado com colunelos cantonais que evocam subtilmente uma estrutura de castelo. No topo, uma esfera achatada completa a composição, diferindo dos habituais remates semiesféricos de monumentos similares.
No século XIX, o pelourinho foi deslocado no largo, perdendo o seu soco primitivo durante as obras de alargamento da rua. Este pormenor reflete as transformações urbanas que moldaram o espaço ao longo dos tempos.
Originalmente parte de um território pertencente ao Mosteiro do Lorvão, o Couto de Baixo recebeu foral manuelino em 1514, sob a designação de Rio de Asnos. Posteriormente extinto como município, integrou-se administrativamente em Viseu, mantendo este pelourinho como testemunho silencioso das suas raízes históricas.
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