Na região de Viseu, o Dólmen nº 1 da Lameira do Fojo revela os rituais funerários das comunidades neolíticas que habitavam a Beira Alta entre os finais do IV e inícios do III milénio antes de Cristo. Este monumento megalítico, localizado numa zona rural de pinhal e carvalhal, conserva características arquitetónicas únicas que permitem compreender as práticas culturais daquele período.
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Na região de Viseu, o Dólmen nº 1 da Lameira do Fojo revela os rituais funerários das comunidades neolíticas que habitavam a Beira Alta entre os finais do IV e inícios do III milénio antes de Cristo. Este monumento megalítico, localizado numa zona rural de pinhal e carvalhal, conserva características arquitetónicas únicas que permitem compreender as práticas culturais daquele período.
O dolmen apresenta uma câmara poligonal com cerca de 3,80 metros de diâmetro, rodeada por uma mamoa, e um corredor com sete esteios de cada lado, estendendo-se por aproximadamente sete metros. Elementos particularmente interessantes são as pinturas rupestres encontradas nos esteios, onde surgem duas figuras antropomórficas, uma delas segurando um arco.
Apesar das alterações provocadas por intervenções agrícolas e pela procura de 'tesouros encantados' pela população local, o monumento mantém a sua integridade estrutural. Os vestígios de policromia e a disposição dos esteios oferecem aos visitantes um olhar direto sobre as práticas funerárias e simbólicas de uma sociedade pré-histórica em transformação.
O acesso faz-se pela EN 337-1, em Couto de Cima, seguindo placas indicadoras após a povoação de Lobagueira.
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