A Casa da Câmara de Melo, edificada no século XVII, conta a história de uma povoação com raízes profundas no território português. Doada por D. Afonso II a D. Mem Soares, alferes-mor do monarca, a terra de Melo foi progressivamente habitada, com o seu senhorio dividido entre famílias nobres, a Sé de Coimbra e lavradores locais.
O edifício, de planta retangular irregular, desenvolve-se…
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A Casa da Câmara de Melo, edificada no século XVII, conta a história de uma povoação com raízes profundas no território português. Doada por D. Afonso II a D. Mem Soares, alferes-mor do monarca, a terra de Melo foi progressivamente habitada, com o seu senhorio dividido entre famílias nobres, a Sé de Coimbra e lavradores locais.
O edifício, de planta retangular irregular, desenvolve-se em dois pisos, revelando a arquitetura administrativa típica das vilas portuguesas de época moderna. Na fachada principal, destaca-se uma janela de lintel reto e, no cunhal, o brasão heráldico da vila de Melo, elemento que assinala a sua importância histórica.
No piso térreo, um espaço único com pavimento de terra batida e cobertura em madeira, funcionava o centro administrativo local. O piso superior, dividido em quatro compartimentos, albergava a sala de vereação onde se tomavam decisões fundamentais para a comunidade.
Com a extinção do concelho em 1836, o edifício passou a propriedade privada, perdendo a sua função pública original. Hoje, permanece como uma evidência histórica da organização administrativa e social de Melo nos séculos XVII e XVIII.
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