No centro de Mangualde, o sítio arqueológico da Quinta da Raposeira revela a complexidade da vida romana no interior de Portugal. Localizado na encosta oeste do monte da Senhora do Castelo, este núcleo arqueológico documenta um período de ocupação que se estende do final do século I a.C. até ao século IV d.C.
As escavações revelaram uma estrutura complexa que ultrapassa o conceito tra…
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No centro de Mangualde, o sítio arqueológico da Quinta da Raposeira revela a complexidade da vida romana no interior de Portugal. Localizado na encosta oeste do monte da Senhora do Castelo, este núcleo arqueológico documenta um período de ocupação que se estende do final do século I a.C. até ao século IV d.C.
As escavações revelaram uma estrutura complexa que ultrapassa o conceito tradicional de habitação rural. O local parece ter funcionado como uma mansio - uma estação de paragem oficial para viajantes e correios imperiais, estrategicamente situada no cruzamento de duas importantes vias romanas.
Os vestígios arqueológicos incluem compartimentos pavimentados em tijoleira e granito, um sistema de aquecimento por hipocausto com pilares monolíticos, complexo termal privado, rede de saneamento sofisticada e possíveis espaços dedicados a funções agrícolas e artesanais, como uma oficina de ferreiro.
Entre os achados destacam-se fragmentos de cerâmica local e importada, vidros e um conjunto significativo de moedas da dinastia dos Antoninos. Após a descoberta inicial em 1889 por Alberto Osório de Castro, o local foi reabilitado pela Associação Cultural Azurara da Beira e pela Câmara Municipal de Mangualde, tornando-se um importante centro de interpretação da presença romana nesta região.
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