Em pleno planalto beirão, junto ao rio S. Pedro, próximo da Abadia de Espinho, encontra-se um afloramento granítico que guarda memórias da Idade do Bronze. Este arqueossítio de arte rupestre, conhecido como 'Complexo rupestre da Quinta da Ponte', revela as marcas de comunidades pré-históricas que habitavam esta região rica em recursos cinegéticos.
As gravuras, datadas do período Bronz…
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Em pleno planalto beirão, junto ao rio S. Pedro, próximo da Abadia de Espinho, encontra-se um afloramento granítico que guarda memórias da Idade do Bronze. Este arqueossítio de arte rupestre, conhecido como 'Complexo rupestre da Quinta da Ponte', revela as marcas de comunidades pré-históricas que habitavam esta região rica em recursos cinegéticos.
As gravuras, datadas do período Bronze, apresentam elementos cruciformes, quadrangulares e circulares, com destaque para as características 'covinhas' típicas do norte de Portugal. Os pormenores mais fascinantes são os antropomorfos, figuras humanas esculpidas com um movimento dinâmico impressionante, revelando a perícia artística dos seus criadores.
Inseridas na tipologia do grupo I da arte rupestre pós-glaciar, estas gravuras integram o contexto da 'Arte do Noroeste Peninsular'. Os motivos predominantes são círculos simples e concêntricos, complementados por meandros, linhas retas e curvas, e ocasionais representações zoomórficas.
A localização geográfica, próxima dos rios Dão e Mondego, num território de elevada qualidade agrícola, ajuda a compreender a fixação destas comunidades num ambiente naturalmente generoso.
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