O Mosteiro de Grijó, localizado na região do Entre-Douro-e-Minho, destaca-se como um notável exemplo da arquitectura religiosa maneirista portuguesa. Fundado em data anterior, o mosteiro ganhou especial relevância no século XVII, quando a sua igreja foi construída com uma planta longitudinal de nave única, complementada por capelas colaterais intercomunicantes.
A fachada principal, co…
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O Mosteiro de Grijó, localizado na região do Entre-Douro-e-Minho, destaca-se como um notável exemplo da arquitectura religiosa maneirista portuguesa. Fundado em data anterior, o mosteiro ganhou especial relevância no século XVII, quando a sua igreja foi construída com uma planta longitudinal de nave única, complementada por capelas colaterais intercomunicantes.
A fachada principal, com dois registos separados por entablamento, apresenta uma composição arquitetónica complexa, marcada por pilastras e arcos plenos que conduzem a uma galilé aberta. No interior, seis capelas laterais com retábulos de talha dourada e azulejos decorativos criam um ambiente rico em pormenores artísticos.
Um elemento singular do mosteiro é o túmulo de D. Rodrigo Sanches, filho bastardo de D. Sancho I, morto em combate em 1245. A arca tumular, esculpida em pedra de Coimbra, representa um marco importante na arte funerária portuguesa, com a sua estátua jacente e pormenores iconográficos que ilustram as práticas artísticas do século XIII.
O claustro de dois pisos, com colunas jónicas e coríntias, e paredes revestidas a azulejos com representações de apóstolos, completa o conjunto arquitetónico, oferecendo aos visitantes um testemunho vivo da evolução artística e cultural portuguesa.
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