No Parque Mayer, em Lisboa, o Cineteatro Capitólio marca um momento decisivo na arquitetura portuguesa do século XX. Projetado pelo arquiteto Luís Cristino da Silva e inaugurado em 1931, o edifício representa uma rutura radical com as linguagens arquitetónicas anteriores, apresentando uma composição modernista inovadora.
Com uma estrutura paralelepipédica de linhas austeras, o Capitól…
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No Parque Mayer, em Lisboa, o Cineteatro Capitólio marca um momento decisivo na arquitetura portuguesa do século XX. Projetado pelo arquiteto Luís Cristino da Silva e inaugurado em 1931, o edifício representa uma rutura radical com as linguagens arquitetónicas anteriores, apresentando uma composição modernista inovadora.
Com uma estrutura paralelepipédica de linhas austeras, o Capitólio destacava-se pela sua conceção técnica avançada. As fachadas jogavam com ritmos de linhas verticais e horizontais, e os grandes envidraçados originais permitiam uma ligação fluida entre o interior e o exterior. Uma característica única eram os tapetes rolantes, uma novidade absoluta em Lisboa na década de 1930.
Durante décadas, o espaço foi um centro cultural fundamental, acolhendo teatro de revista, cinema, concertos de fado, espetáculos de jazz e momentos históricos como as atuações da companhia de Amélia Rey Colaço. Após um período de encerramento, foi reabilitado pelo arquiteto Alberto Souza Oliveira, reabrindo em 2016 e recebendo o Prémio Valmor.
Hoje, o Capitólio continua a ser um espaço vivo de programação artística, preservando a memória de uma época e convidando novos públicos a descobrir a sua rica herança cultural.
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