Na Avenida da Liberdade, este palacete oitocentista construído em 1891 pelo arquiteto francês Henri Lusseau revela uma singular expressão arquitetónica que dialoga entre o estilo neo-árabe e as primeiras influências da Arte Nova. Encomendado pelo industrial de bolachas Conceição e Silva, o edifício apresenta uma gramática decorativa eclética, visível nos pormenores dos estuques, vitrais e eleme…
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Na Avenida da Liberdade, este palacete oitocentista construído em 1891 pelo arquiteto francês Henri Lusseau revela uma singular expressão arquitetónica que dialoga entre o estilo neo-árabe e as primeiras influências da Arte Nova. Encomendado pelo industrial de bolachas Conceição e Silva, o edifício apresenta uma gramática decorativa eclética, visível nos pormenores dos estuques, vitrais e elementos construtivos.
A estrutura retangular desenvolve-se em quatro registos e três corpos, com características distintivas como portas em arco de ferradura, janelas de diferentes tipologias e um corpo central que se assemelha a uma torre mudéjar. Os elementos decorativos incluem vitrais geometrizantes e figurativos, assinados e datados, que complementam a complexidade arquitetónica.
Os corpos laterais são rematados por mansardas com janelões redondos, enquanto o corpo central se destaca por um arco amplo e uma platibanda de merlões escalonados. Classificado como Imóvel de Interesse Público, o palacete constitui um exemplo notável da arquitetura romântica portuguesa de finais do século XIX, testemunhando a riqueza estética e cultural deste período.
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