O Cromeleque dos Almendres, situado a 12 km a oeste de Évora, constitui um dos mais importantes conjuntos megalíticos da Península Ibérica. Construído entre 6000 e 3000 a.C., o monumento revela a complexidade das comunidades neolíticas alentejanas.
O sítio arqueológico integra 95 monólitos de granito dispostos em dois recintos elípticos, erguidos em diferentes fases históricas. Os mon…
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O Cromeleque dos Almendres, situado a 12 km a oeste de Évora, constitui um dos mais importantes conjuntos megalíticos da Península Ibérica. Construído entre 6000 e 3000 a.C., o monumento revela a complexidade das comunidades neolíticas alentejanas.
O sítio arqueológico integra 95 monólitos de granito dispostos em dois recintos elípticos, erguidos em diferentes fases históricas. Os monólitos, com alturas entre 1,30 e 3 metros, apresentam formas variadas: ovais, cilíndricas e algumas com características fálicas.
Dez monólitos exibem gravuras elaboradas, incluindo representações antropomórficas, báculos, círculos e linhas onduladas. Estes elementos sugerem rituais relacionados com agricultura, fertilidade e práticas sociais das comunidades pré-históricas.
O Menir dos Almendres, associado ao cromeleque, alinha-se estrategicamente com o nascer do sol no solstício de verão, indiciando conhecimentos astronómicos sofisticados.
Descoberto em 1964 por Henrique Leonor Pina e posteriormente estudado por Mário Varela Gomes, o monumento foi classificado como Monumento Nacional em 2015, integrando o Circuito Megalítico do Alentejo.
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