Na pequena aldeia de Cogula, na Beira Alta, ergue-se um solar setecentista que conta a história da arquitetura rural portuguesa do século XVIII. Construído em 1761 pela família Cardoso, o imóvel representa um exemplar notável da arquitetura pombalina em contexto rural.
O solar desenvolve-se em dois pisos, seguindo uma lógica funcional típica da época: o piso térreo dedicado a funções …
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Na pequena aldeia de Cogula, na Beira Alta, ergue-se um solar setecentista que conta a história da arquitetura rural portuguesa do século XVIII. Construído em 1761 pela família Cardoso, o imóvel representa um exemplar notável da arquitetura pombalina em contexto rural.
O solar desenvolve-se em dois pisos, seguindo uma lógica funcional típica da época: o piso térreo dedicado a funções agrícolas, com lagar, adega e arrecadações, e o piso superior destinado à habitação nobre da família. A fachada principal, voltada a este, apresenta uma composição simétrica em granito, com três panos divididos por pilastras toscanas, portal em arco abatido e óculos ovais gradeados.
Ao longo do século XIX, o edifício passou pelas famílias Crespo e Aguilar, que realizaram diversas obras. Curiosamente, albergou uma fábrica de velas e a escola primária local, revelando a sua importância comunitária.
Os elementos arquitetónicos originais mantêm-se preservados: soalhos em castanho e pinho, tetos em masseira, conversadeiras em granito e uma lareira na antiga cozinha.
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