Na década de 1920, foi construída em Matosinhos uma fábrica de conservas que ainda hoje mantém os processos de produção artesanais. O edifício, com uma planta retangular irregular, desenvolve-se em várias alas paralelas com volumes articulados e telhados diferenciados de quatro águas ou planos.
A fachada principal, orientada a norte, apresenta diversos panos de parede: um piso na maio…
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Na década de 1920, foi construída em Matosinhos uma fábrica de conservas que ainda hoje mantém os processos de produção artesanais. O edifício, com uma planta retangular irregular, desenvolve-se em várias alas paralelas com volumes articulados e telhados diferenciados de quatro águas ou planos.
A fachada principal, orientada a norte, apresenta diversos panos de parede: um piso na maioria dos corpos e um piso central mais alto, rematados por uma platibanda plena. Esta estrutura arquitetónica reflete a funcionalidade industrial típica da época, onde a eficiência da produção determinava o desenho dos espaços.
Como a mais antiga fábrica de conservas da região ainda em atividade, o edifício preserva técnicas tradicionais de transformação de pescado. Os seus espaços internos conservam equipamentos e métodos que contam a história da indústria conserveira local, permitindo compreender como se processava o trabalho nas fábricas do litoral norte português no início do século XX.
A unidade fabril representa um importante elemento do património industrial de Matosinhos, município com forte ligação histórica à pesca e à transformação de produtos marinhos.
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