A Laje das Fogaças, localizada na vertente ocidental do Monte de Góios, em Lanhelas, é um impressionante afloramento granítico que alberga um dos mais significativos conjuntos de gravuras rupestres do noroeste peninsular. Com uma área de 14 metros de comprimento e 9 de largura, o sítio arqueológico revela uma complexa narrativa visual gravada na rocha, datando de diferentes períodos históricos,…
ver más
A Laje das Fogaças, localizada na vertente ocidental do Monte de Góios, em Lanhelas, é um impressionante afloramento granítico que alberga um dos mais significativos conjuntos de gravuras rupestres do noroeste peninsular. Com uma área de 14 metros de comprimento e 9 de largura, o sítio arqueológico revela uma complexa narrativa visual gravada na rocha, datando de diferentes períodos históricos, desde o Paleolítico Superior até à Idade do Ferro.
As gravuras, compostas por 106 figuras, apresentam uma diversidade iconográfica notável. Destacam-se motivos geométricos como círculos, ziguezagues, triângulos e quadrados, bem como representações zoomórficas de equídeos, colubrídeos e um caprídeo. Os podomorfos, especialmente os pés esquerdos orientados norte-sul, constituem elementos particularmente interessantes.
Descoberta no século XIX por Francisco Martins Sarmento e posteriormente estudada por Abel Viana, a Laje das Fogaças oferece um olhar único sobre as práticas artísticas e culturais das comunidades pré-históricas da região. A variabilidade técnica e estilística das gravuras sugere múltiplas fases de intervenção, transformando este local num verdadeiro arquivo pétreo das sociedades antigas do território português.
ver menos