O chafariz da Quinta da Boavista, originalmente construído no Mosteiro de Pombeiro em Felgueiras, é uma obra singular da arquitetura maneirista do século XVII. Projectado por João Lopes de Amorim, o fontanário segue a tradição dos chafarizes públicos do norte de Portugal, com referências diretas aos exemplares de Pontevedra, Caminha e Viana do Castelo.
A estrutura assenta num pilar ce…
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O chafariz da Quinta da Boavista, originalmente construído no Mosteiro de Pombeiro em Felgueiras, é uma obra singular da arquitetura maneirista do século XVII. Projectado por João Lopes de Amorim, o fontanário segue a tradição dos chafarizes públicos do norte de Portugal, com referências diretas aos exemplares de Pontevedra, Caminha e Viana do Castelo.
A estrutura assenta num pilar central de um tanque circular, desenvolvendo-se verticalmente em duas taças decoradas com mascarões que permitem a passagem da água. As colunas robustas apresentam pormenores decorativos de folhas de acanto e motivos geométricos, revelando o requinte da época.
No remate superior, um corpo cilíndrico exibe folhas de acanto, cabeças aladas e um plinto com o escudo de Portugal e esfera armilar, elementos que simbolizam a identidade nacional e o período histórico.
Posteriormente recolocado no jardim romântico da Quinta da Boavista, o chafariz testemunha a evolução arquitetónica e cultural de uma região marcada pela presença beneditina e pela sofisticação construtiva do maneirismo português.
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