Na vila de Abiúl, o Arco Manuelino surge como vestígio histórico de um passado aristocrático. Construído entre finais do século XV e inícios do século XVI, o arco pertencia originalmente ao solar de André de Sousa Coutinho, que adquiriu parte do senhorio local ao Mosteiro do Lorvão.
Com uma volta perfeita ornamentada por cordame em torçal, o arco assenta sobre duas colunas elegantes, …
ver más
Na vila de Abiúl, o Arco Manuelino surge como vestígio histórico de um passado aristocrático. Construído entre finais do século XV e inícios do século XVI, o arco pertencia originalmente ao solar de André de Sousa Coutinho, que adquiriu parte do senhorio local ao Mosteiro do Lorvão.
Com uma volta perfeita ornamentada por cordame em torçal, o arco assenta sobre duas colunas elegantes, marcando a entrada do antigo Paço dos Duques de Aveiro. Os capitéis e a estrutura arquitetónica revelam o estilo manuelino característico do período, com pormenores decorativos que contam histórias de poder e transformação.
A história do local ganha contornos dramáticos em 1759, quando o Duque de Aveiro foi condenado à morte pelo Marquês de Pombal, acusado de envolvimento numa tentativa de regicídio. Todos os seus bens foram confiscados, alterando para sempre o destino do solar.
Hoje, o arco mantém-se adossado a edifícios posteriores, estabelecendo a ligação para o largo do Terreiro. Rodeado por construções de um e dois pisos, o arco continua a ser um elemento arquitetónico que testemunha as mudanças sociais e políticas de uma época.
ver menos