A Gruta do Escoural, localizada na aldeia de S. Brissos, no município alentejano de Montemor-o-Novo, é um sítio arqueológico único que regista quase 50.000 anos de história humana. Encaixada numa falésia calcária entre as bacias hidrográficas do Tejo e do Sado, a cavidade natural revela múltiplas camadas de ocupação pré-histórica.
Os primeiros habitantes foram grupos de caçadores-reco…
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A Gruta do Escoural, localizada na aldeia de S. Brissos, no município alentejano de Montemor-o-Novo, é um sítio arqueológico único que regista quase 50.000 anos de história humana. Encaixada numa falésia calcária entre as bacias hidrográficas do Tejo e do Sado, a cavidade natural revela múltiplas camadas de ocupação pré-histórica.
Os primeiros habitantes foram grupos de caçadores-recolectores neandertais durante o Paleolítico Médio, que utilizavam a gruta como abrigo temporário. No Paleolítico Superior (35.000-8.000 a.C.), grupos humanos modernos transformaram o espaço num santuário rupestre, decorando as paredes com pinturas de animais - principalmente equídeos e bovídeos - a negro e vermelho.
Durante o Neolítico (5.000-3.000 a.C.), a gruta serviu como necrópole para comunidades de agricultores e pastores, que depositavam os seus mortos acompanhados de artefactos como vasos cerâmicos, machados de pedra polida e adornos em osso.
No final do Neolítico, a gruta foi selada, mas as comunidades calcolíticas continuaram a habitar a região, construindo um povoado fortificado e um tholos megalítico nas proximidades.
Classificada como Monumento Nacional em 1963, a Gruta do Escoural oferece aos visitantes um olhar fascinante sobre as primeiras expressões artísticas e culturais hum
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