Na região de Elvas, no local de Amoreirinha dos Arcos, encontra-se um impressionante tanque romano que integrava o complexo hidráulico de uma villa ocupada entre os séculos I e IV. Com dimensões consideráveis de 36 por 34 metros e profundidade de três metros, esta estrutura quadrangular revela a engenhosidade construtiva romana.
O tanque, construído em alvenaria com muros de 1,20 metr…
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Na região de Elvas, no local de Amoreirinha dos Arcos, encontra-se um impressionante tanque romano que integrava o complexo hidráulico de uma villa ocupada entre os séculos I e IV. Com dimensões consideráveis de 36 por 34 metros e profundidade de três metros, esta estrutura quadrangular revela a engenhosidade construtiva romana.
O tanque, construído em alvenaria com muros de 1,20 metros de espessura, fazia parte de um sistema de abastecimento que incluía um aqueduto de 110 metros com 14 arcos redondos e um canal subterrâneo ligado a uma nascente próxima. A sua função era múltipla: consumo doméstico, atividades termais e irrigação agrícola.
A singularidade deste vestígio arqueológico reside na sua raridade regional - é a única villa romana atualmente identificada na área - e no seu notável estado de conservação. Alguns troços dos muros parecem manter a altura original, o que permite aos visitantes compreender a dimensão e a técnica construtiva deste complexo hidráulico do Baixo Império.
A estrutura oferece uma janela única para a organização territorial e as práticas de gestão de recursos hídricos durante o período romano, constituindo um elemento patrimonial fundamental para a compreensão da ocupação romana no território elvense.
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