Na vila alentejana de Barbacena, encontramos um pelourinho que conta a história medieval portuguesa com pedras e símbolos. Conquistada definitivamente por D. Sancho II na primeira metade do século XIII, a povoação nasceu sobre possíveis vestígios de um antigo castro pré-romano.
Em 1251, D. Estêvão Anes, Chanceler-Mor de D. Afonso III, recebeu a doação de Barbacena, marcando o início d…
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Na vila alentejana de Barbacena, encontramos um pelourinho que conta a história medieval portuguesa com pedras e símbolos. Conquistada definitivamente por D. Sancho II na primeira metade do século XIII, a povoação nasceu sobre possíveis vestígios de um antigo castro pré-romano.
Em 1251, D. Estêvão Anes, Chanceler-Mor de D. Afonso III, recebeu a doação de Barbacena, marcando o início de um novo ciclo administrativo. O primeiro foral, outorgado em 1273, consolidou o estatuto jurídico do povoado. Mais tarde, em 1519, D. Manuel atribuiu novo foral, período que coincide com a construção do atual pelourinho.
O monumento apresenta características manuelinas, ainda que de feição rústica. Assenta num pedestal de três degraus quadrados, com base circular decorada. A coluna, de fuste cilíndrico liso, divide-se em dois troços simétricos, unidos por largo anel. O capitel prismático exibe duas fiadas de botões entre molduras, rematando numa pirâmide hexagonal coroada por pequena esfera.
Elementos metálicos originais, com quatro braços em cruz terminando em serpes, completam a estrutura, testemunhando técnicas construtivas e simbologia jurídica de uma época.
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