O Aqueduto da Amoreira, localizado em Elvas, distrito de Portalegre, é uma obra de engenharia hidráulica que marcou profundamente o desenvolvimento urbano da cidade. Construído entre 1537 e 1622, o aqueduto resolve o histórico problema de abastecimento de água que afetava Elvas desde a época medieval.
Com 8,5 quilómetros de extensão e 843 arcos, o aqueduto transporta água desde a nasc…
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O Aqueduto da Amoreira, localizado em Elvas, distrito de Portalegre, é uma obra de engenharia hidráulica que marcou profundamente o desenvolvimento urbano da cidade. Construído entre 1537 e 1622, o aqueduto resolve o histórico problema de abastecimento de água que afetava Elvas desde a época medieval.
Com 8,5 quilómetros de extensão e 843 arcos, o aqueduto transporta água desde a nascente da Amoreira até ao centro da cidade, atravessando diferentes paisagens do Alentejo. A sua estrutura complexa inclui galerias subterrâneas iniciais que depois se transformam em arcadas monumentais, algumas atingindo 31 metros de altura.
O projeto, inicialmente dirigido por Francisco de Arruda, enfrentou múltiplos desafios financeiros e técnicos. As obras foram frequentemente interrompidas por falta de verbas, sendo financiadas através de um imposto especial - o 'Real d'Água' - criado por D. Manuel I.
Durante a Guerra da Restauração, o aqueduto quase foi demolido por questões militares, mas a população de Elvas conseguiu impedir a sua destruição. Em 1622, a água finalmente chegou à Fonte da Misericórdia, concluindo décadas de trabalho.
Atualmente, o aqueduto integra o conjunto classificado como Património Mundial pela UNESCO, representando um exemplo notável da engenharia portuguesa dos séculos XVI e XVII.
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