Em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, a Via Romana de Alqueidão da Serra revela um fragmento precioso da engenharia e estratégia imperial romana. Construída entre os séculos I a.C. e I d.C., esta estrada de 370 metros de extensão ligava importantes centros administrativos como Scallabis (Santarém), Sellium (Tomar) e Collipo (Leiria).
A via atravessava uma região cal…
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Em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, a Via Romana de Alqueidão da Serra revela um fragmento precioso da engenharia e estratégia imperial romana. Construída entre os séculos I a.C. e I d.C., esta estrada de 370 metros de extensão ligava importantes centros administrativos como Scallabis (Santarém), Sellium (Tomar) e Collipo (Leiria).
A via atravessava uma região calcária de declives acentuados, facilitando o transporte de minério de ferro extraído nos Vieiros da Figueirinha e Zambujal. A sua construção demonstra a complexidade técnica romana: um pavimento cuidadosamente construído sobre camadas de pedra, com lajes laterais e uma espinha central, assente em argila e cascalho.
Mais do que uma simples estrada, este troço testemunha o processo de romanização da península. Serviu não apenas para o movimento de tropas e mercadorias, mas também para a difusão de costumes, técnicas e cultura romanas. Séculos depois, no contexto medieval, a mesma via foi utilizada por figuras históricas como Nuno Álvares Pereira, na véspera da Batalha de Aljubarrota em 1385.
Classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1990, a Via Romana de Alqueidão da Serra convida os visitantes a percorrer um caminho que atravessa dois mil anos de história portuguesa.
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