No adro da Igreja de São Francisco, em Estremoz, encontra-se um cruzeiro singular que condensa várias épocas da história arquitetónica portuguesa. Construído originalmente durante o reinado de D. Manuel I (1495-1521), o monumento resulta de uma composição elaborada com elementos de diferentes momentos históricos.
A base do cruzeiro compõe-se de dois degraus octogonais quinhentistas, a…
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No adro da Igreja de São Francisco, em Estremoz, encontra-se um cruzeiro singular que condensa várias épocas da história arquitetónica portuguesa. Construído originalmente durante o reinado de D. Manuel I (1495-1521), o monumento resulta de uma composição elaborada com elementos de diferentes momentos históricos.
A base do cruzeiro compõe-se de dois degraus octogonais quinhentistas, assentes sobre um pedestal com base hexagonal. Destaca-se o fuste espiralado, datável do início do século XVI, formado por três colunas entrançadas e decorado com folhagem estilizada. No topo, uma cruz latina com remates em trevo coroa o conjunto, elemento provavelmente adicionado no século XVIII.
Executado em mármore branco local, o cruzeiro testemunha as transformações arquitetónicas do templo, nomeadamente as obras realizadas entre 1734 e 1783. A peça resulta de uma montagem cuidadosa de elementos de diferentes origens, refletindo as práticas de recuperação e reutilização características da época.
Localizado no centro histórico de Estremoz, o cruzeiro integra o conjunto patrimonial da igreja, constituindo um elemento relevante para a compreensão da evolução artística e construtiva regional.
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