No nordeste transmontano, entre o rio Sabor e a ribeira de Vilariça, ergue-se o núcleo medieval de Santa Cruz de Vilariça, também conhecida como 'Derruída'. Este povoado abandonado no século XIII conserva vestígios impressionantes de uma antiga sede concelhia medieval.
As muralhas, que em alguns pontos ainda mantêm vários metros de altura, delimitam um espaço urbano onde se podem obse…
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No nordeste transmontano, entre o rio Sabor e a ribeira de Vilariça, ergue-se o núcleo medieval de Santa Cruz de Vilariça, também conhecida como 'Derruída'. Este povoado abandonado no século XIII conserva vestígios impressionantes de uma antiga sede concelhia medieval.
As muralhas, que em alguns pontos ainda mantêm vários metros de altura, delimitam um espaço urbano onde se podem observar ruas sinuosas, construções em ruína e fragmentos de telha vermelha. No topo do povoamento, destaca-se a zona onde provavelmente se localizava a igreja, com sepulturas escavadas na rocha nas proximidades.
O território, com ocupação humana documentada desde o Paleolítico, foi oficialmente reconhecido em 1258 por carta de foral de D. Afonso III. A sua implantação num morro da Serra de Bornes aproveitava terrenos férteis, propícios à agricultura e pecuária, numa região marcada por olivais e paisagens agrícolas.
A arquitetura revela-se através do granito local e da simplicidade construtiva, com ruas que seguem o relevo natural do terreno. A zona oriental apresenta características defensivas únicas, com duas muralhas interiores que reforçam o perímetro de proteção.
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