A igreja de Santo André, em Esgueira, revela uma rica história que atravessa séculos de transformação cultural e arquitetónica. Situada numa zona de antigo prestígio económico, a povoação recebeu diversos forais medievais, incluindo os concedidos pelo Conde D. Henrique em 1110 e por D. Manuel em 1515.
A construção atual data do início do século XVII, tendo as obras sido iniciadas em 1…
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A igreja de Santo André, em Esgueira, revela uma rica história que atravessa séculos de transformação cultural e arquitetónica. Situada numa zona de antigo prestígio económico, a povoação recebeu diversos forais medievais, incluindo os concedidos pelo Conde D. Henrique em 1110 e por D. Manuel em 1515.
A construção atual data do início do século XVII, tendo as obras sido iniciadas em 1607 com autorização de Filipe II. Os trabalhos, conduzidos inicialmente por Domingos Ribeiro e depois por Jorge Afonso, natural de Aveiro, prolongaram-se até 1650, data inscrita na porta principal.
A fachada apresenta linhas simples, com um nicho maneirista sobre o portal e um vitral, rematada por um frontão triangular com insígnias papais. No século XIX, foi revestida com azulejos que cobrem integralmente a fachada e a torre sineira, seguindo padrões seiscentistas.
No interior, destacam-se os revestimentos azulejares de diferentes épocas, capelas com arcos em cantaria e retábulos interessantes. A capela da Visitação, do século XVII, possui um retábulo da escola coimbrã, enquanto a capela de Cristo Crucificado conserva uma imagem em madeira dos séculos XV/XVI.
Os altares colaterais, dispostos na diagonal, e o retábulo-mor datam do terceiro quartel do século XVII, tendo sido posteriormente modificados no século XIX.
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