A Torre do Carvalhal, um exemplar notável da arquitetura medieval portuguesa, é um símbolo de transformação histórica e poder social. Embora as origens exatas recuem ao século XII, as primeiras referências documentais surgem no século XIII, quando o Rei D. Sancho II a doou a um fidalgo local. No início do século XVI, a torre conheceu uma metamorfose significativa pelas mãos de João Francisco de…
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A Torre do Carvalhal, um exemplar notável da arquitetura medieval portuguesa, é um símbolo de transformação histórica e poder social. Embora as origens exatas recuem ao século XII, as primeiras referências documentais surgem no século XIII, quando o Rei D. Sancho II a doou a um fidalgo local. No início do século XVI, a torre conheceu uma metamorfose significativa pelas mãos de João Francisco de Lafetá, um mercador italiano que a converteu de estrutura defensiva em elegante paço residencial. A intervenção arquitetónica manteve a torre quadrada original de dois pisos, adicionando-lhe lateralmente um corpo retangular com janelas dispostas de forma irregular e assimétrica. A transformação não foi apenas física, mas também social: Lafetá, posteriormente nomeado fidalgo da Casa Real e Comendador da Ordem de Cristo por D. João III, utilizou o edifício como símbolo de prestígio e nobreza.
A Torre dos Lafetás, como passou a ser conhecida, permaneceu na posse da família até ao século XVIII. Hoje, a torre representa um precioso testemunho da evolução arquitetónica e social portuguesa, onde a funcionalidade defensiva medieval se fundiu harmoniosamente com os ideais estéticos do Renascimento.
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