As muralhas de Guimarães contam a história da formação urbana de uma das cidades mais antigas de Portugal. Construídas entre os séculos XII e XIV, estas fortificações definiam inicialmente dois núcleos urbanos distintos: o burgo alto, centrado no castelo, e o burgo baixo, organizado em torno da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira.
A primeira linha defensiva surgiu no final do sécul…
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As muralhas de Guimarães contam a história da formação urbana de uma das cidades mais antigas de Portugal. Construídas entre os séculos XII e XIV, estas fortificações definiam inicialmente dois núcleos urbanos distintos: o burgo alto, centrado no castelo, e o burgo baixo, organizado em torno da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira.
A primeira linha defensiva surgiu no final do século XII, protegendo a zona alta da cidade. Durante o reinado de D. Afonso III e D. Dinis, uma segunda linha foi erguida para defender a vila baixa, criando uma delimitação clara entre os dois espaços urbanos.
No século XIV, D. João I unificou os dois burgos, demolindo a muralha interior. A linha externa, com nove portas de acesso, manteve-se até ao século XVII. Ao longo dos anos, as muralhas resistiram a três cercos importantes: em 1322, 1369 e 1385, demonstrando a sua relevância estratégica.
Atualmente, restam alguns troços significativos, nomeadamente ao longo da Avenida Alberto Sampaio e junto à Torre da Alfândega. Embora grande parte tenha sido destruída nos séculos XIX e XX, o seu traçado ainda é visível na organização urbana de Guimarães, uma ilustração evidente da evolução da cidade medieval portuguesa.
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