No centro histórico de Guimarães, junto à Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, encontra-se um cruzeiro manuelino do século XVI que conta histórias de devoção, arte e tradição local. Construído em granito, o monumento destaca-se pela sua composição escultórica complexa, centrada numa cena de Lamentação de Cristo.
O capitel apresenta um grupo escultórico pormenorizado: ao centro, a Virg…
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No centro histórico de Guimarães, junto à Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, encontra-se um cruzeiro manuelino do século XVI que conta histórias de devoção, arte e tradição local. Construído em granito, o monumento destaca-se pela sua composição escultórica complexa, centrada numa cena de Lamentação de Cristo.
O capitel apresenta um grupo escultórico pormenorizado: ao centro, a Virgem segura o corpo de Cristo morto, ladeada por São João Evangelista - hoje sem cabeça - e Santa Maria Madalena, que segura um frasco de óleos. Aos pés da Virgem, uma figura misteriosa ajoelha, coberta por um manto, cuja identidade gerou várias lendas locais.
Elementos simbólicos enriquecem o cruzeiro: uma vieira invertida, possivelmente ligada aos caminhos de Santiago, e as letras gregas Alfa e Omega, representando o princípio e o fim. A peça foi deslocada ao longo dos séculos, passando do Campo da Feira para junto da muralha da Porta da Senhora da Guia, até chegar à sua localização atual.
O cruzeiro não é apenas um objeto religioso, mas um marco singular da cultura e espiritualidade vimaranense, revelando pormenores artísticos e históricos que convidam à contemplação.
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